Análise Política Internacional – O Acordo entre EUA e a Dinamarca

ANÁLISE POLÍTICA INTERNACIONAL – O ACORDO entre os EUA e a DINAMARCA

O Presidente Donald Trump e a Primeira-Ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, após conversações diplomáticas que se desenrolaram fora do alcance dos mídia, decidiram assinar na próxima semana um Acordo para reforçar a Segurança e a Defesa das Rotas Marítimas do Oceano Glacial Ártico, bem como dos Territórios que rodeiam a região do Pólo Norte

Ao abrigo deste acordo, os Estados Unidos criarão mais Bases Militares e de Investigação Científica na Gronelândia.

A Cerimónia de assinatura está prevista para ocorrer durante os trabalhos da 81.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a qual terá início na próxima terça-feira.

Com este acordo será alcançado um dos objectivos do actual Presidente dos EUA, o qual se torna agora comum à Dinamarca e ao seu território da Gronelândia.

O acordo que se destina a assegurar a “segurança, a defesa e o controle das rotas marítimas a longo prazo da Gronelândia”, tem como objectivo estratégico o impedir que a Federação Russa e a República Popular da China estabelecessem rotas marítimas, bases militares ou para-militares e civis no território do Ártico.

Recorde-se que este dossiê foi lançado pelo 47º Presidente dos EUA, Donald J Trump.

Teve de o fazer de forma disruptiva para provocar que se desse o início de negociações bilaterais, dada a inacção dos países europeus.

Este, e a sua equipa civil e militar, há muito que visualizavam potenciais ameaças à Segurança por parte da República Popular da China e por parte da Federação Russa.

Na verdade, este território autónomo (na verdade uma Colónia) da Dinamarca tem uma localização geopolítica e geoestratégica muito relevante, não só para fins de defesa e segurança, mas também para a exploração eventual de riquezas minerais.

As ameaças por parte da China e da Rússia, cada vez mais visíveis, para um observador atento, sobretudo a partir da década de 2010/2020, foram sendo agravadas pelo despoletar posterior dos conflitos armados na zona leste da Europa e pelo posicionamento crescentemente agressivo do Irão e seus “proxys”, país este apoiado efectiva, mas discretamente, pela China.

A actual Administração Americana percebeu igualmente que por parte dos países europeus nada seria feito, para alcançar esse objectivo de Segurança e Defesa.

Percebeu também que os países da Europa estavam nas mãos de dirigentes políticos medíocres, sem visão estratégica, incompetentes e sem força para defender aquela zona do planeta das referidas ameaças para o denominado “mundo livre”.

Face a este quadro o 47ª Presidente dos EUA, e a sua equipa, decidiram que teriam de ser os Estados Unidos a avançar para assegurar esses objectivos.

CONCLUSÃO
Infelizmente têm de ser, mais uma vez, os Estados Unidos da América a defender os interesses do denominado ocidente, face à incompetência e mediocridade dos actuais dirigentes políticos dos diversos países europeus.

Dirigentes que falam muito, mas nada de útil fazem para nos defender das ameaças do, sobretudo provenientes do Extremo Oriente e do Médio Oriente.

Felizmente que, pelo menos parece, o perfil dos actuais dirigentes políticos dos países europeus está a mudar, pelo facto de que as respectivas populações estarem finalmente a perceber o mesmo que percebeu a equipa do actual Presidente dos EUA:

– A mediocridade e a incompetência dos dirigentes políticos, sobretudo dos países que integram a U.E. cada vez mais descredibilizada por esse facto.

Será um Acordo positivo para ambas as partes, (EUA e Dinamarca) mas também para os Países Ocidentais, em geral, pois defende assim de forma eficaz e real aquela zona sensível do planeta, de eventuais tentativas de incursão sobretudo por parte da China, que prefiguravam uma séria ameaça sobretudo para a Europa, em geral, e para os Estados Unidos, em particular.

Boa notícia, portanto, para o mundo Ocidental.Miguel Mattos Chaves
19 de Setembro de 2026
Presidente da Comissão de Relações Internacionais da Sociedade de Geografia
Doutorado em Estudos Europeus
Auditor de Defesa Nacional
Gestor de Empresas

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