A Engenharia Portuguesa: entre o território e a história

A Delegação Regional do Norte da Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional (AACDN) promoveu hoje, 7 de outubro de 2026, no Instituto da Defesa Nacional – Forte de São João da Foz, no Porto, a conferência “A Engenharia Portuguesa e a forma como foi moldada pelo nosso território e pela nossa história”.

A sessão contou com a intervenção do Professor Manuel de Matos Fernandes e foi moderada pelo Eng.º Luís Manuel Montenegro de Araújo Pizarro, Presidente do Conselho Diretivo da Delegação Regional do Norte da AACDN.

Ao longo da sua intervenção, o orador evidenciou a importância da engenharia civil na transformação, no desenvolvimento e na proteção do território nacional. Portos, pontes, túneis, estradas, barragens e redes de metro ilustraram a capacidade da engenharia portuguesa para responder às exigências de mobilidade e desenvolvimento, enquanto as obras de proteção costeira trouxeram à discussão os desafios associados à erosão marítima e à consequente perda de território.

A perspetiva histórica conduziu também à expansão portuguesa pelo mundo, a partir do século XVI, e às fortificações concebidas pelos engenheiros-mores do Reino, com particular destaque para a dimensão deste património no Brasil. O conhecimento acumulado ao longo dos séculos foi igualmente apresentado como um importante contributo para a notável reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755.

A iniciativa, organizada pela Delegação Regional do Norte da AACDN, contou com a participação do seu Presidente, Eng.º Luís Montenegro Pizarro, da Dra. Lucinda Mouta e do Professor Doutor João Pedro Pêgo, membros da Delegação Regional do Norte, bem como da Professora Doutora Maria de Fátima Carvalho, em representação da Direção da Associação.

A conferência constituiu uma oportunidade de reflexão sobre a engenharia enquanto expressão do conhecimento, da capacidade de adaptação e da memória coletiva de um país, evidenciando o seu papel fundamental não apenas na construção do território, mas também na preservação do património e na resposta aos desafios do futuro.

   

     

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