Visita Barragem de Gebelim – 9 e 10 de maio – Delegação Regional Centro

Nos dias 9 e 10 de Maio, a Associação de Auditores de Defesa Nacional – Região Centro, organizou uma visita técnica ao Nordeste, tendo visitado as regiões de Alfândega da Fé e de Macedo de Cavaleiros.

Os auditores foram recebidos no dia 9 na Casa da Cultura de Alfândega da Fé pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Engenheiro Técnico Agrícola Eduardo Manuel Dobrões Tavares. O Sr. Presidente da CMAF fez uma apresentação sobre o concelho a que preside tendo realçado a história da região, a sua evolução e as perspetivas que tem para o futuro da mesma, tendo manifestado também uma grande preocupação com o grande e constante declínio populacional que a região tem registado nos últimos anos!

Ainda no concelho de Alfândega da Fé e também no dia 9, foram visitadas duas indústrias que processam produtos típicos da região, em particular a azeitona e a amêndoa.

No caso da indústria que faz o processamento da amêndoa, foi visitada a Amendouro, uma indústria dedicada ao descasque e transformação de frutos de casca rija comestíveis, em particular de amêndoa.

A Amendouro é uma das maiores empresas portuguesas e ibéricas do sector do processamento e transformação de amêndoa, sendo a matéria-prima utilizada, na sua maior quantidade, originária da região onde se insere.

A unidade de produção de azeite, Casa Aragão é uma empresa de cariz familiar fundada em 1764 que se dedica à produção de azeite de elevada qualidade pertencente à empresa M. C. Rabaçal & Aragão, Lda.

A Casa Aragão é responsável pela produção dos azeites: Casa Aragão, Casal da Vilariça, Alfandagh e Ouro Líquido. O azeite Ouro Líquido, é o primeiro azeite Transmontano com ouro, 23 quilates, comestível.

As azeitonas são provenientes dos olivais do concelho de Alfândega da Fé, do Vale da Vilariça e das encostas do Rio Sabor e Tua. Obtidos através de extração a frio, estes azeites de baixa acidez e cor dourada têm um sabor a frutos frescos muito agradável. Para isso contribuem as variedades Verdeal, a Madural, Cordovil e a Cobrançosa, sendo estas reconhecidas pelo selo Origem Protegida “D.O.P. Trás-os-Montes”. Assim o consumidor tem a garantia da origem e qualidade do produto, bem como do respeito e controle de todas as normas de produção e transformação previstas na lei em vigor. A certificação é feita pela SATIVA. Nesta empresa as exportações representam uma grande percentagem da sua faturação.

No dia 10 foi visitada a Barragem de Gebelim, uma barragem para a retenção de água com o objetivo de ser utilizada para o regadio dos campos agrícolas da sua envolvente.

A construção da Barragem de Gebelim integra-se no projeto do Aproveitamento Hidroagrícola de Vilar Chão / Parada. Este regadio de Vilar Chão / Parada irá integrar-se parcialmente num outro regadio existente – o Aproveitamento Hidroagrícola da Camba – atualmente em exploração.

Esta barragem encontra-se ainda em construção, cujo início foi em junho de 2024, sendo a expectativa da sua conclusão o final do próximo ano. O valor global do investimento é de 26 milhões de euros, sendo que é financiado na totalidade pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2020. A capacidade útil de armazenamento é de 1,2 milhões de metros cúbicos, para se regarem 500 hectares, sobretudo, de olival e amendoal, nas aldeias de Vilar Chão e Parada, abrangendo cerca de 150 regantes. 

Trata-se de uma barragem com 44 metros de altura (desde a fundação até ao ponto mais alto) e com um comprimento total de 197 metros, permitindo a circulação de veículos. A albufeira terá uma área total de 10,2 hectares.

A Barragem de Gebelim localizar-se-á na União das Freguesias de Gebelim e Soeima, concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança, NUT III Terras de Trás-os-Montes e tem uma particularidade técnica importante que é o facto de estar a ser construída com recurso a argila, em vez de betuminoso.

O recurso a este método e materiais de construção tornarão esta barragem “pioneira e única” em Portugal. Atualmente, encontra-se em fase de “escavação, movimentação de terras, desmatação e sondagens”.

 Toda a albufeira (área inundada) resultante da sua construção desenvolver-se-á na freguesia de Gebelim. A construção da barragem está a ser feita na linha de água da ribeira de Gebelim – a qual tem a particularidade de escoar ao longo de aproximadamente 7 km, de poente para nascente, sendo um afluente da margem direita da ribeira de Vale Pereiro, cujas cotas se situam entre os cerca de 1070 m, nas cabeceiras e próximo dos 600 m, no local de implantação da barragem.

     

      

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